Conversa com José Tolentino Mendonça
 Inicio | Anterior | Pag.8/100  | Próxima | Última
Conversa com José Tolentino Mendonça
Sobre "Clareira", de Manuel Rosa
Sábado 8 junho, 18h30

Esculpe barcos para voltarmos a reencontrar florestas; fornece figuras para encabeçarmos rituais extensos e viagens pelo desconhecido; mandata-nos para encontrar a luz que o vazio projeta na sombra; encoraja-nos a entretecer modos primitivos que são a porta de acesso ao ignorado mundo primeiro. As esculturas de Manuel Rosa são pedra, gesso, areia, argila, metal, mas cantam. E fazem-no com a língua dos aborígenes reunidos à volta do fogo, o assobio dos nómadas através do deserto, o grito dos artesãos populares que vêm desde o princípio, o acento helénico de Pitágoras ou de Anaximandro.
_
José Tolentino Mendonça nasceu em 1965, na ilha da Madeira. Doutorado em Teologia Bíblica, em Roma, é atualmente arcebispo, Arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e Bibliotecário da Biblioteca Apostólica Vaticana, tendo tomado posse em 1 de Setembro de 2018. Anteriormente foi professor e vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa e também diretor da Faculdade de Teologia.
Editou o seu primeiro livro de poesia, Os Dias Contados, em 1990, e desde então tem diversificado a sua extensa obra como ensaísta, tradutor e poeta, ocupando um lugar de destaque na poesia portuguesa contemporânea. A sua poesia reunida em A Noite Abre Meus Olhos está publicada na Assírio & Alvim. A sua obra tem sido distinguida com vários prémios, entre eles o Prémio Cidade de Lisboa de Poesia (1998), o Prémio Pen Club de Ensaio (2005), o italiano Res Magnae, para obras ensaísticas (2015), o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE (2016), o Grande Prémio APE de Crónica (2016), entre outros.

Entrada livre
Todas as idades