Ernesto de Sousa e a Arte Popular
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Ernesto de Sousa e a Arte Popular
Em torno da exposição Barristas e Imaginários
26 abril a 04 julho

Curadoria Nuno Faria

A exposição reativa as investigações de Ernesto de Sousa (1921-1988) em torno da arte popular e da escultura portuguesa e tem como pano de fundo a exposição Barristas e Imaginários: quatro artistas populares do Norte, que o autor concebeu e apresentou na Galeria Divulgação, em Lisboa, em 1964, com obras de Rosa Ramalho, Mistério, Franklin Vilas Boas e Quintino Vilas Boas Neto. Ernesto de Sousa foi uma das figuras mais apaixonantes, complexas e multifacetadas da cultura portuguesa da segunda metade do século XX. Na longa caminhada que fez do neorrealismo para a arte contemporânea trouxe para o estudo da arte popular novas ferramentas de leitura e novos códigos discursivos. Estamos, assim, perante uma exposição sobre outra exposição. Faz coabitar fotografias e textos de Ernesto de Sousa com objetos dos artistas por ele estudados, procurando reativar as múltiplas e fecundas relações e estratos de sentido que o inquieto investigador (ou operador estético, designação que mais tarde reivindicaria) produzia, a partir de métodos analíticos invulgarmente excêntricos para o contexto de então, dominado, no campo da história da arte, por leituras conservadoras e disciplinares. Ernesto de Sousa operava por comparação, aproximação e observação, não colocando à partida qualquer barreira nem sendo dominado por qualquer preconceito concetual. Procurava aproximar a arte dita popular da arte ocidental erudita ou da de outras culturas mais distantes, como é o caso da arte tribal africana. Juntava imagens aparentemente dissonantes, operava por deflagração de sentido visual, juntando a esta operação um rigor de análise e um caráter sistemático na investigação, quer no arquivo quer no terreno. A arte popular ou, como Ernesto de Sousa preferia designar, “de expressão ingénua”, foi alvo de um considerável interesse desde os últimos anos da década de 50 com diversos contactos e investigações, quer no campo da etnologia, quer da arquitetura, passando pelo interesse sobre artistas populares “descobertos” de forma mais ou menos ocasional por artistas como António Quadros (que é o primeiro a reconhecer a idiossincrasia do trabalho de Rosa Ramalho) ou por diversos arquitetos. Vindo do neorrealismo, no qual pontifica D. Roberto, filme que realizou em 1962, Ernesto de Sousa chega à arte popular através de um profícuo desvio pela arte primitiva africana, à qual, de resto, aproximará alguns objetos de Franklin, por exemplo.
No âmbito do programa expositivo do CIAJG, que faz aproximar linguagens artísticas aparentemente distantes e inconciliáveis, sempre a partir do universo de referências da arte contemporânea, o trabalho de Ernesto de Sousa é um caso de estudo exemplar e a exposição Barristas e Imaginários um projeto prenunciador de como o formato exposição e a metodologia da montagem podem espoletar e dar a ver as relações ainda por descobrir entre os dois universos aqui em diálogo: a arte contemporânea e a arte popular. A exposição Ernesto de Sousa e a Arte Popular conta com a colaboração do Centro de Estudos Multidisciplinares Ernesto de Sousa (CEMES), do Museu de Olaria Município de Barcelos, do Museu Municipal de Esposende, bem como de diversos emprestadores individuais.