José de Guimarães · Pintura: suites monumentais e algumas variações
José de Guimarães Pintura: suites monumentais e algumas variações
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José de Guimarães: Pintura: suites monumentais e algumas variações
25 abril a 27 setembro

Curadoria Nuno Faria

No contexto da obra heterogénea de José de Guimarães, a pintura emerge como o principal continente, o território de onde tudo parte e aonde tudo chega. Trata-se de uma produção imensa, plural nos formatos e suportes, marcada pelas diversas incursões que o artista tem feito pelas mais distantes regiões do mundo. Uma produção porosa, aberta à experimentação, em que se pode discernir com nitidez as diferentes conquistas, as influências, os processos de maturação, a reinvenção formal, a proliferação dos materiais, a construção de um imaginário povoado de bestiários e marcado pela sucessão de diferentes alfabetos ideográficos. Apesar de ter sido na gravura que José de Guimarães se iniciou e em que produziu os seus primeiros trabalhos mais relevantes, como ficou bem patente na exposição Provas de Contacto, que o CIAJG dedicou em 2014 aos processos de transferência da imagem na obra do artista, a pintura surge como a disciplina onde, por excelência, se processam, sintetizam e consolidam os métodos e caraterísticas da obra. A exposição dará particular destaque ao período angolano, um dos mais estimulantes de todo o percurso de José de Guimarães, reunindo um conjunto de trabalhos produzidos entre 1967 e 1974 que remetem para uma prática expandida da pintura, em termos de suportes, técnicas e materiais, mas sobretudo pelo seu forte pendor experimental e crítico, operando, então, uma inédita e idiossincrática síntese entre a arte pop europeia e os signos que aprendia no seu contacto com a cultura africana. Neste contexto, mostramos vários trabalhos que faziam parte da mítica exposição que realizou no Museu de Luanda, em 1968, seguramente a primeira mostra relevante do autor, e as séries "feitiços" e "máscaras", realizadas no início da década de 70, entre 1971 e 1973, já claramente marcadas pelos novos códigos linguísticos que seriam plasmados no seu "alfabeto africano", realizado no mesmo período, e que viriam a ser apresentadas, respetivamente, na Galeria do CITA, em Luanda, e na galeria Dinastia, em Lisboa e no Porto, em 1973 e 1974. Contrastando com os pequenos e médios formatos apresentados neste primeiro núcleo, a segunda parte da presente exposição é constituída por pinturas de grandes dimensões reunidas sob o signo do desastre e sob o tema "Impérios do Fim". São pinturas que questionam o sentido da história, que marcam um desencanto com o rumo socio-político do mundo, que denunciam os nefastos e duradouros efeitos do colonialismo europeu e dos imperialismos que lhe sucederam. "2004", "Cartago" e "Pátria", apresentadas em 2004 na SNBA, em Lisboa, estão entre as mais poderosas pinturas realizadas pelo artista, impressivas pela escala monumental e pelo particular processo de montagem que as constitui, como se o artista tivesse operado como um cineasta documentalista que remonta e nos reapresenta os acontecimentos a partir dos estilhaços da história. Com mais uma exposição monotemática dedicada ao trabalho de José de Guimarães, o CIAJG prossegue uma das linhas da sua missão: revisitar, reler e reapresentar a obra de um autor central do panorama artístico em Portugal, a partir do significativo espólio reunido nas suas reservas.
"O Centro Internacional das Artes José de Guimarães, na cidade berço, está a apresentar um novo ciclo de exposições, com mostras de Vasco Araújo e uma outra precisamente do artista que dá nome à instituição. Grande parte das obras de ambos os artistas, são inéditas." in SIC Notícias