Jaroslaw Flicínski | Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
Estrela Negra
 Inicio | Anterior | Pag.67/73  | Próxima | Última
Jarosław Flicínski | Estrela Negra
Paredes, pinturas, desenhos e objetos
25 janeiro a 13 abril

Curadoria Nuno Faria

Estrela Negra
é a primeira exposição individual de Jarosław Flicínski (1965, Gdansk, Polónia) em Portugal. Trata-se de uma intervenção de grande escala, exemplar do trabalho que o artista tem vindo a desenvolver em relevantes instituições do contexto internacional da arte contemporânea: um projeto de expansão do campo operativo da linguagem pictórica no qual se cruzam uma aguda sensibilidade à arquitetura e uma proficiente prática de pintura sobre parede que vai para além do quadro e se alarga à escala do espaço arquitetónico. Jarosław Flicínski concebeu uma intervenção que é a crónica de uma transformação pessoal. De facto, esta exposição dá corpo à vivência dos últimos quatro anos da vida do artista, altura em que se mudou para a pequena aldeia do Esteval, entre Loulé e Faro, no Algarve, naquele que se constituiu como um período de radical transformação de práticas e de hábitos no interior do seu trabalho. Assim, entre diferentes suportes e meios, passamos da enorme à ínfima escala e navegamos entre dois níveis:
- o projeto, aqui materializado pelo conjunto desenhos, em que o artista ensaia variações sobre formas geométricas muito simples, numa prática de repetição e diferença, e um diversificado conjunto de objetos recolhidos em casas ou no espaço exterior, sobretudo na praia, numa espécie de prática arqueológica, de atenção e abertura a sinais que chegam de longe e que se anunciam como potencialmente transfiguradores;
- a construção, através da utilização da parede como mecanismo de diálogo com a arquitetura do espaço, que aqui se cinde em duas tipologias distintas: por um lado, a transposição de um desenho geométrico orgânico, uma espécie de anamorfose que age sobre a perceção do espetador sobre o espaço que habita, contraindo e expandindo a geometria euclidiana da arquitetura; por outro lado, a construção de duas pinturas murais que se destacam da parede, redefinindo o espaço, onde se joga toda uma prática meditativa que encena um diálogo com a história da pintura geométrica, uma espécie de exercício espiritual que é engendrado como uma performance, para a qual o artista teve que construir as suas próprias ferramentas. Nestas pinturas, há uma densidade atmosférica que advém da sobreposição da tinta em várias camadas de diferentes cores que projeta o espetador para um estado quase hipnótico, no qual convivem diferentes dimensões percetivas.
A última peça da exposição, uma projeção vídeo que documenta um efeito lumínico e ótico, reverbera e ecoa com uma simplicidade desarmante a pintura mural que o artista realizou num núcleo da coleção permanente, uma estrela branca, desenhando, no percurso expositivo, uma espécie de círculo ou de espiral que representa uma ideia de recomeço ou de regresso que, afinal, ilustra na perfeição o seu recente percurso biográfico.