Maria Gabriela Llansol: O encontro inesperado do diverso
Encontro inesperado com o diverso
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Maria Gabriela Llansol: O encontro inesperado do diverso
26 julho a 12 outubro

Com Ilda David e Duarte Belo
Curadoria Nuno Faria

_________escrevo,
para que o romance não morra.
Escrevo, para que continue,
mesmo se, para tal, tenha de mudar de forma,
mesmo que se chegue a duvidar se ainda é ele,
mesmo que o faça atravessar territórios desconhecidos,
mesmo que o leve a contemplar paisagens que lhe são tão difíceis
de nomear.

A exposição O encontro inesperado do diverso inaugura um ciclo de exposições dedicadas a poetas ou a universos literários próximos da poesia sem serem formalmente poesia.
Maria Gabriela Llansol (1931-2008) construiu uma das obras mais fascinantes e enigmáticas do panorama literário contemporâneo, inesgotável na leitura do mundo, na fulgorização dos seres, na transfiguração da escrita. A presente exposição apresenta a novidade de ter origem num livro fulcral na obra de Llansol, "Lisboaleipzig", recentemente reeditado, em que se tece um amplo conjunto de ramificações com outros livros, anteriores ou posteriores, da autora. A narrativa vai-se construindo em torno do encontro entre o escritor Fernando Pessoa (Aossê, em terminologia Llansoliana) e o compositor Johann Sebastian Bach, duas figuras maiores da criação artística que viveram fisicamente em séculos distintos mas que coabitam no imaginário de Llansol. A escrita dá corpo, torna o imaginável possível e o impossível imaginável. O título da exposição, O encontro inesperado do diverso, tomado de empréstimo ao livro, é programático: representa, por um lado, a pluralidade e a abertura do projeto literário de Llansol, onde confluem outras obras, imagens e objetos reais e sonhados, em que a experiência da vida dá forma à escrita e em que a performatividade da escrita se verte no vivido quotidiano, reinventando-o, repropondo-o; e, por outro lado, é meta-representativo do encontro em que se constitui a própria exposição, para onde convocámos dois outros universos autorais, da artista Ilda David e do fotógrafo Duarte Belo, que conheceram Maria Gabriela Llansol e com quem colaboraram. Os trabalhos de Ilda David e Duarte Belo são, em Portugal, daqueles que mais íntima e aprofundadamente têm convivido com a literatura, mantendo um diálogo permanente com diversos autores dessa área ou tomando a escrita como matéria de inspiração. Assim, através da pintura, da gravura, do mosaico, do bordado ou do desenho, atravessados por personagens e objetos do livro, entre planos de representação e de corporalização, procura-se o sulco inscrito pela escrita de Llansol. Em contraponto, as fotografias propõem o espaço quotidiano e encenado da escrita, tornam presentes, apesar de distantes, as coisas e o tempo delas, todo um imaginário. O encontro inesperado do diverso é uma experiência que transporta para o espaço físico e codificado do museu, o lugar da apresentação, o espaço encapsulado e mágico do livro e, mesmo arriscando o desencontro ou a paralaxe, tentando dar corpo à voz interior da escrita e procurando o milagroso.