Rui Toscano | Civilizações de Tipo I, II e III
Rui Toscano | Civilizações de Tipo I, II e III
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Rui Toscano
Civilizações de Tipo I, II e III
27 de fevereiro a 12 de junho

Com a exposição “Civilizações de Tipo I, II e III”, Rui Toscano (RT) prossegue, aprofunda e, em certa medida, expande a investigação em torno do universo de exploração espacial, que o artista havia já abordado em peças isoladas e de um tema ao qual dedicou recentes exposições, nomeadamente “La Grande Avventura dello Spazio”, na Galeria Cristina Guerra, em 2013, e “Journey Beyond the Stars”, na Travessa da Eremida, em 2015.
A presente exposição reúne um conjunto de peças recentes ou inéditas bem elucidativo do vasto espetro de suportes que RT explora, que vão do som à luz, passando pela imagem fotográfica, a pintura, o desenho e o vídeo, mas também das estratégias que vem persistentemente desenvolvendo ao longo do seu trabalho, há já mais de 20 anos, a saber, uma prática de apropriação e reutilização de imagens, de colagem e/ou montagem de elementos que mantêm entre eles uma relação de vizinhança temática ou concetual, a evocação do cinema de ficção científica erudito ou visionário, nomeadamente de duas obras clássicas a que recorrentemente regressa, “Blade Runner” de Ridley Scott e “2001 - Odisseia no Espaço” de Stanley Kubrick, o lugar central da perceção na construção da obra a partir da padronização do acaso, da tematização do invisível e do atmosférico, a aproximação da escala incomensurável - o cosmos - e ínfima - a partícula de pó que esvoaça no ar.
Talvez a principal transformação ocorrida no interior do trabalho de RT, que esta exposição torna visível (como fica sugerido, aliás, no título da exposição, uma remissão para a escala de Kardashev, através da qual o famoso astrofísico russo estabelece uma quantificação do nível de avanço tecnológico a partir da quantidade de energia que cada civilização utiliza), seja a aproximação cósmica dos imaginários de civilizações, reais ou projetadas ficcionalmente, distanciadas no tempo e no espaço – o Antigo Egipto, os povos pré-colombianos, a aventura espacial dos anos 1950-60, o mundo pós-apocalíptico e distópico de Blade Runner, que em 1982 apontava para um futuro sem esperança, situado em 2019, afinal sintomaticamente próximo de nós.
A exposição constitui uma parceria com o Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea.