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Escultura
Igbo, Nigéria

Madeira, fibras vegetais, pigmentos

149 x 29 x 25 cm

As crenças e práticas religiosas dos povos da língua Igbo identificam uma constelação de divindades tutelares conhecidas como alusi ou agbara - mensageiros do grande deus Chukwu - acessíveis aos desejos, sacrifícios e oferendas dos homens. Estas entidades invisíveis incluem lugares, princípios e pessoas: terra, rios, lugares proeminentes da paisagem, mercados (e os dias em que se realizam), guerra, ancestrais - fundadores e heróis legendários. Genericamente, os cultos aos seres tutelares propiciam um conjunto de práticas que contribuem para a saúde, prosperidade, produção agrícola e manutenção do moral elevado, ordem social e ecológica. Cada grande culto tem um oficiante e seus assistentes que, semanalmente, realizam rituais onde oferecem com regularidade sacrifícios de sangue, e supervisionam também os festivais anuais em honra dos deuses. As figuras de madeira maciça que os representam variam entre os 45cm e 180cm de altura, e são esculpidas de uma forma convencional, estática e simétrica. Existem em variantes regionais, e em determinadas áreas agrupam-se em templos mais ou menos elaborados situados no centro das aldeias, adjacentes a mercados e terreiros de dança. Estes templos podem ser de grande dimensão e profusamente ornamentados. À semelhança destes, os deuses menores aparecem também agrupados em aglomerações domésticas. Não havendo informação específica, não é possível determinar as entidades representadas em cada figura, já que as centenas de figuras conhecidas referem a tipos genéricos faltando-lhes os atributos específicos. São invariavelmente escultores homens que as criam, e mulheres que as pintam com pigmentos vermelho, laranja e branco, cujos padrões são semelhantes aos das pessoas, afirmando a beleza pessoal e um status social pleno. A altura das esculturas da Colecção - entre 1m e 1,80m - são das entidades principais.

Cole, H. M. in Phillips, Tom ed. (1995), Africa: The art of a continent, Munique - Nova Iorque, Prestel, p. 386.
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