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SALA 2

Mistérios do Fogo: as "maternidades" na coleção de José de Guimarães

2021.04.16 | Mistérios do Fogo
José de Guimarães, Maria Amélia Coutinho, Yasmin Thayná, Carla Cruz

Segredos, maternidades e cânticos, entre transmissão e emancipação. Uma viagem pelos tempos circulares dos mistérios.

Muitas das histórias associadas aos antigos cultos de fertilidade falam de renovação e força, como aquelas do santuário de Elêusis, perto de Atenas, onde as deusas Deméter e Perséfone “faziam” renascer a primavera e a vida vegetal. Fertilidade e sabedoria juntam-se noutro mistério, o da sociedade feminina religiosa Geledé, dos Yorubas e dos Nagô, na Nigéria, Benim e Togo.


Pela primeira vez no museu, apresenta-se um conjunto assinalável de cinquenta estátuas africanas pertencentes à coleção de José de Guimarães, adquiridas a partir dos anos 80, na Europa. São mães ancestrais, transmissoras de modelos de vitalidade e beleza de acordo com os critérios locais e variações regionais. Os motivos que as definem são universais: a criança nos braços ou suspensa às costas, o peito e o ventre destapados, a serenidade no olhar. São plurais, excêntricas, múltiplas.


À sua volta, questionando-as e abrigando-as, estão trabalhos de outros artistas. Os desenhos florais de Maria Amélia Coutinho (1916-2004), mãe de José de Guimarães que, na sua simplicidade e evidência realista evocam a “eternidade efémera” das naturezas-mortas. As histórias de emancipação das mulheres negras, no filme Kbela (2015), da cineasta brasileira Yasmin Thayná. Os cânticos religiosos ainda hoje interpretados na Sexta-Feira Santa, como é exemplo O Vos Omnes ou Canto de Verónica. Finalmente, a artista Carla Cruz através do projeto All My Independent Women, refeito nesta sala, incorpora novos capítulos, neste caso, pedaços da história das mulheres de Guimarães.


Mistérios do Fogo: as "maternidades" na coleção de José de Guimarães

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©Alexandre Delmar
©Alexandre Delmar
©Alexandre Delmar

TODAS AS IDADES

Maria Amélia Coutinho nasceu em Guimarães, em 1916. Filha de José da Rocha Coutinho e de Maria Mendes Simões. Frequentou o Colégio de Nossa Senhora da Conceição até 1931, e a Escola Industrial e Comercial de Francisco de Holanda, em Guimarães, entre 1931 e 1937, tendo concluído os Cursos de Comércio, Desenho e Bordados. Foi aluna dos professores José de Pina, Dr. Fernando Mattos Chaves e do escultor António d’Azevedo. Casou com Joaquim Fernandes Marques, em 1939. Tiveram três filhos: José Maria (o artista José de Guimarães), Joaquim Maria e Maria José. Dedicou-se primeiro ao acompanhamento e educação dos filhos e depois a causas sociais e assistenciais da Paróquia de N.ª Sr.ª da Oliveira, em Guimarães. Faleceu a 16 de novembro de 2004.


A Música Portuguesa a gostar dela própria é uma associação que, com o trabalho do realizador Tiago Pereira, tem vindo a criar uma consciencialização para o conhecimento e importância de um património vivo e muitas vezes esquecido de tradição oral, cantigas, romances, contos, práticas sacro-profanas, músicas, danças e também gastronomia. Esta consciencialização, que é essencialmente um mecanismo de alfabetização da memória, lembra-nos de que é urgente documentar, gravar e reutilizar fragmentos da memória de um povo. O projeto teve início em 2011.


Yasmin Thayná nasceu em Nova Iguaçu, Brasil. É realizadora e roteirista de mais de vinte filmes, séries e clipes, entre eles, “Kbela”, “Afrotranscendence”, “pretalab”, este último sobre mulheres negras que trabalham e pensam as tecnologias. Colaborou em 2020 com o Instituto Moreira Salles, na realização do filme “A vida é urgente”.


Carla Cruz é artista, investigadora e professora (EAUM). Doutorada em práticas artísticas pela Goldsmiths, Londres. A sua prática artística recente debruça-se sobre formas de coexistir numa sociedade desigual e num planeta danificado. Atualmente desenvolve o projeto “Associação de Amigos da Praça dx Anjx” com Ângelo Ferreira de Sousa. Desde 2013, desenvolve o projeto “Finding Money” com António Contador. Foi cofundadora do coletivo feminista de intervenção artística ZOiNA (1999-2004), e da Associação Caldeira 213 (1999-2002). Entre 2005-2013 coordenou o projeto expositivo feminista “All My Independent Women”.

2021.04.16 | Mistérios do Fogo

TODAS AS IDADES

Maria Amélia Coutinho nasceu em Guimarães, em 1916. Filha de José da Rocha Coutinho e de Maria Mendes Simões. Frequentou o Colégio de Nossa Senhora da Conceição até 1931, e a Escola Industrial e Comercial de Francisco de Holanda, em Guimarães, entre 1931 e 1937, tendo concluído os Cursos de Comércio, Desenho e Bordados. Foi aluna dos professores José de Pina, Dr. Fernando Mattos Chaves e do escultor António d’Azevedo. Casou com Joaquim Fernandes Marques, em 1939. Tiveram três filhos: José Maria (o artista José de Guimarães), Joaquim Maria e Maria José. Dedicou-se primeiro ao acompanhamento e educação dos filhos e depois a causas sociais e assistenciais da Paróquia de N.ª Sr.ª da Oliveira, em Guimarães. Faleceu a 16 de novembro de 2004.


A Música Portuguesa a gostar dela própria é uma associação que, com o trabalho do realizador Tiago Pereira, tem vindo a criar uma consciencialização para o conhecimento e importância de um património vivo e muitas vezes esquecido de tradição oral, cantigas, romances, contos, práticas sacro-profanas, músicas, danças e também gastronomia. Esta consciencialização, que é essencialmente um mecanismo de alfabetização da memória, lembra-nos de que é urgente documentar, gravar e reutilizar fragmentos da memória de um povo. O projeto teve início em 2011.


Yasmin Thayná nasceu em Nova Iguaçu, Brasil. É realizadora e roteirista de mais de vinte filmes, séries e clipes, entre eles, “Kbela”, “Afrotranscendence”, “pretalab”, este último sobre mulheres negras que trabalham e pensam as tecnologias. Colaborou em 2020 com o Instituto Moreira Salles, na realização do filme “A vida é urgente”.


Carla Cruz é artista, investigadora e professora (EAUM). Doutorada em práticas artísticas pela Goldsmiths, Londres. A sua prática artística recente debruça-se sobre formas de coexistir numa sociedade desigual e num planeta danificado. Atualmente desenvolve o projeto “Associação de Amigos da Praça dx Anjx” com Ângelo Ferreira de Sousa. Desde 2013, desenvolve o projeto “Finding Money” com António Contador. Foi cofundadora do coletivo feminista de intervenção artística ZOiNA (1999-2004), e da Associação Caldeira 213 (1999-2002). Entre 2005-2013 coordenou o projeto expositivo feminista “All My Independent Women”.

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